Consultório de Acolhimento

No Brasil, até dezembro de 2017, de acordo com o Inca, serão cerca de 600 mil novos casos de câncer. Embora os números sejam alarmantes e reforcem a importância da mudança de estilo de vida e a visita regular ao médico, o câncer não deve ser visto como sentença de morte.

Nesse cenário de atendimento, a área de acolhimento do Instituto de Câncer de Brasília (ICB) se engaja no processo de cuidar do paciente e de sua família para que seja promovida uma assistência humanizada e integral.

Visando intensificar o engajamento do paciente ao tratamento, o foco da área de acolhimento é desmitificar a ideia de que o câncer é uma doença relacionada a dor e óbito. Tão importante quanto os medicamentos quimioterápicos, o êxito do tratamento também depende da continuidade e do menor número de internações.

Quando o paciente chega ao centro de infusão do ICB é realizada uma consulta inicial de enfermagem, onde são coletados todos os dados relevantes para o tratamento. É preciso orientar sobre possíveis efeitos colaterais dos medicamentos, exames, cuidados com cateter, como realizar os agendamentos, o que muda na rotina durante o tratamento e quando entrar em contato com a equipe médica.

O serviço de acolhimento exercita o diálogo constante e o conhecimento técnico para mostrar a importância de seguir a diante. Se torna a interface entre médico, paciente e família.

O paciente com câncer não deve ser considerado apenas como mais um caso, mas assistido de forma individualizada, e isso abrange os familiares. Todos devem verbalizar seus sentimentos, suas angustias e seus medos. A empatia deve sempre estar presente neste cuidar e representa um momento de atenção, cuidado, zelo, preocupação, responsabilidade, singularidade, envolvimento e respeito.