Cirurgia Oncológica é especialidade determinante para o tratamento efetivo do câncer

O câncer ainda gera muitas dúvidas na sociedade, com seus tratamentos não seria diferente. Quimioterapia, radioterapia, cirurgia… As abordagens e opções são várias, mas quando cada uma é necessária?

O tratamento do câncer é baseado em um tripé. É muito frequente a associação entre a cirurgia oncológica, a quimioterapia e a radioterapia, todos esses profissionais participam do planejamento e execução do tratamento do câncer e do acompanhamento periódico dos pacientes. Explica o cirurgião oncológico do ICB, Rodrigo Pinheiro.

O papel da cirurgia oncológica está, como o próprio nome diz, na parte cirúrgica e é a única especialidade desta tríade, a depender do tipo e estadiamento do câncer, que pode ter indicação única, isto é, tumores ainda pequenos e descobertos muito no início podem ser curados completamente no procedimento cirúrgico, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.

Esse especialista opera tumores sólidos – benignos e malignos – que surgem na cavidade abdominal, pele e os ginecológicos. No tratamento do câncer, a cirurgia oncológica diferencia-se da cirurgia geral por seguir protocolos próprios que aumentam a chance de cura do paciente.

Nós observamos uma série de critérios técnicos. Na cirurgia, retiramos o tumor, respeitamos as margens de segurança, removemos os gânglios linfáticos e tecidos do órgão onde o câncer se originou. Tudo isso leva a um bom prognóstico e evita que a doença se espalhe ou retorne.

Além das cirurgias com intenção curativa, o cirurgião oncológico também atua nas paliativas, quando não há chance de cura.

Nesses casos, o objetivo é controlar sintomas decorrente da presença do câncer ou metástase. Se o paciente está com um tumor ulcerado e infectado ou está causando uma obstrução intestinal, por exemplo, a cirurgia atua para corrigir esses problemas, acabar com os sintomas e oferecer qualidade de vida.

A grande maioria dos tumores tem a cirurgia como principal tratamento. Entre os mais comuns, estão os do aparelho digestivo, pele e mama, e isso se dá pela alta incidência na população brasileira. Por esse motivo, Rodrigo alerta para a prevenção.

Quase todos os tipos de câncer são evitáveis. Não é uma doença hereditária – apenas 10% está ligado a isso – é uma doença relacionada aos nossos hábitos de vida. Exposição ao sol, ao vírus HPV, falta de exercícios físicos, alimentação inadequada, tabagismo, consumo de álcool, exposição a agrotóxico e poluentes, má higiene bucal… Tudo isso pode desencadear a doença. Eu sempre falo que a prevenção não está no médico, está na escola e dentro de casa.

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